
CAMPEÕES DO MUNDO · FIM DE JOGO (PRORROGAÇÃO) · METLIFE STADIUM, EAST RUTHERFORD
HEXA. Gol de Neymar aos 16 da prorrogação vence a Espanha, e o Brasil é campeão do mundo
Vinte e quatro anos depois da quinta estrela, a sexta: Espanha 0, Brasil 1, na prorrogação, com o gol do homem por quem todas as noites de mata-mata desta linha do tempo passaram. Nunca houve um mês como este, em nenhuma versão dos fatos.
Martinelli, Brasil x Japão (foto de arquivo). Photo: Reuters
EAST RUTHERFORD — Registre do jeito que aconteceu: aos 16 minutos da prorrogação da última final de Copa da sua vida, Neymar da Silva Santos Júnior recebeu o passe rasteiro de Vini Jr. na entrada da pequena área e empurrou a bola para a rede como se a ocasião fosse um treino. A Espanha, que controlou a bola por duas horas, nunca mais a tocou em área perigosa. O Brasil é campeão do mundo pela sexta vez.
A final foi tudo o que os neutros temiam e os brasileiros exigiam: os padrões da Espanha contra a paciência do Brasil, Alisson à altura de tudo que Yamal desenhava, o jogo se estreitando até que só um momento de gênio pudesse decidi-lo. Todos os times desta Copa defenderam o carrossel espanhol; só um tinha Neymar para encerrá-lo.
Quando veio o apito, o homem mais velho em campo sentou no círculo central e ficou ali um longo tempo. Casemiro chegou primeiro, depois todos. O hexa chega 24 anos depois de Yokohama, por um mata-mata — Noruega, Inglaterra, Argentina, Espanha — que as crianças brasileiras vão recitar como hoje se recita 1970.
'Me perguntaram o mês inteiro se era uma despedida', disse Neymar, com a medalha de ouro no pescoço e a taça esperando. 'Era. É assim que a gente se despede na minha terra.'